segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O mistério de ser um macho alfa

Simples assim! Pensei em iniciar a coluna da maneira mais direta possível.É incrivel como vemos por ai, na cademia, padaria, mercadinho da esquina, no escritório, e nos deparamos com a quantidade absurda, esmagadora de caras que não tem seu próprio estilo, que vivem tentando imitar outros homens quee vivem por ai, por terem uma aparência mais bacana, aprecem atrair a atenção de todas as mulherres, que parecem viver num "mundo melhor que o nosso".

Vamos parar com isso! macho que é macho não copia niguém, tem seus próprios pensamentos, suas próprias atitudes. Não é aquele muleque pau-mandado das garotas, o filhinho da mamãe, o rapaz criadão com a vovó. Nós somos os machos alfa, porra!
Fazemos o que queremos, quando queremos e sem nos importar com o que o resto do mundo irá pensar. E é por isso que a partir de hoje andarei trazendo a vocês tudo o que um homem de verdade precisa saber para se impor, ser o líder da matilha, sentir orgulho de si mesmo, fazer com que a mulherada caia de joelhos e implore por um minuto da sua atenção. Homem que é homem impôe respeito na chegada e na saída, e não precisa ser nenhum Fábio Júnior, Roberto Carlos ou George Clooney da vida para fazermos isso.

O macho-alfa em si

Na natureza onde os animais vivem em bandos, normalmente surge a figura do que chamamos “macho alfa”, que é o macho mais forte, aquele que dá proteção ao grupo e transmite seus genes às fêmeas do clã. Aos animais alfa é dada a preferência para serem os primeiros a comer e os primeiros a acasalar. Entre algumas espécies eles são os únicos animais que têm permissão para acasalar.
Outros animais na comunidade costumam ser mortos ou expulsos se violarem esta regra. Os animais tendem a viver em grupos com uma ordem social específica devido à sua tendência natural. Na matilha de lobos, o animal alfa tende a ser o mais forte e mantém sua posição como o macho alfa, derrotando outros desafiantes em combate. O status de macho alfa geralmente é conseguido por meio de força física superior, embora possa também ser determinado por esforços sociais e alianças construídas.
É o primeiro a se alimentar e possui primazia na cópula e escolha das fêmeas. O macho alfa frequentemente demonstra seu domínio rosnando, mordendo, perseguindo, dilacerando, ou descansando sobre outros animais, até que sua superioridade seja posta a prova por algum outro integrante do grupo que, se vencê-lo no embate, passa a assumir sua posição.
O grupo social normalmente segue o alfa para a caça e à criação de novas áreas de procriação e repouso.

Beta e ômega

Os animais sociais têm certo nível na hierarquia da comunidade. Mais dois destes graus nos atraem uma atenção especial e foram dados a eles os seguintes nomes: beta e ômega. Um macho beta é o segundo animal no comando do alfa reinante e vai agir como um macho alfa novo se o alfa antigo falecer.
O animal ômega é um antônimo utilizado para se referir à casta mais baixa da sociedade hierárquica. Um ômega está subordinado a todos os outros indivíduos daquela comunidade. Os ômegas geralmente são, de forma grosseira, “a sola do sapato” do macho alfa. (que merda! Haha)

E nós?



Também encontramos a figura do macho alfa entre a espécie humana, que são justamente os nossos representantes legalmente qualificados ou auto- impostos à sociedade. O conceito de “macho alfa” tem sido muito enfatizado em nossa cultura capitalista, onde nós homens, somos classificados como “vencedores” (os machos alfa) e “perdedores” (os betas e ômegas).
O “vencedor” é aquele que se destaca, que foi ou parece ter ido além dos demais, e cujo sucesso vem acompanhado de marcas que o tornam visível aos olhos de todos. O ‘vencedor’ não é apenas quem se dá bem na vida, mas que se dá melhor que os outros. E quem são os “perdedores”? Ora, são justamente esses outros, aqueles que estão excluídos do mundo do trabalho, ou que nele ocupam a parte inferior da hierarquia, que vegetam sem possibilidades de ascensão e de visibilidade social.

Muitas são as manifestações da idéia de competição em nosso meio social. Ela está presente desde a “preparação” das crianças, pelos pais, para “vencer na vida”; nas brincadeiras e jogos competitivos onde “o importante é competir” para que haja “graça”; em festivais, gincanas, concursos, programas de televisão (Big Brother) e em todas as atividades que pressupõem a seleção de alguns para a necessária exclusão de outros; chegando, finalmente, ao mundo competitivo do trabalho e ao conjunto das relações sociais onde o que importa é ser um “vencedor”, para demonstrar “competência” e afirmação diante dos outros.
Muito usada pela mídia, a idéia da competição fica reforçada nestas frases: “Na África, todas as manhãs, o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão, se quiser se manter vivo. Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais do que o veadinho, se não quiser morrer de fome. Conclusão: Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer, você tem que começar a correr…”. Ou seja, só o “alfa vencedor” é valorizado em uma sociedade competitiva. Na prática, quanto mais cara de macho um homem tem, mais atraente ele é aos olhos de uma mulher — especialmente se ela está ovulando — e vice-versa. Níveis mais altos de testosterona — o chamado hormônio masculino — deixam o cara com um queixo mais quadrado e maior facilidade para desenvolver músculos. Essas características não coincidem com as do estereótipo de um galã por causa do cinema ou das revistas femininas. O fato é que homens com esse tipão têm mais chance de engravidar uma mulher — já que a testosterona também estimula a libido e a produção de espermatozoides — e de tomar conta da família, como vimos antes.

Então se a mulher era atraída por machos-alfa fisicamente dominantes, então como o nerd fisicamente fraco se desenvolveu?

O desenvolvimento do provedor veio com o desenvolvimento da inteligência entre nossos ancestrais. À medida que a inteligência aumentava, bebes humanos se tornavam menos maduros e o tempo requerido para criá-los amentava precisando de mais recursos. O bebê humano é muito mais frágil que os das outras espécies. A medida que o bebe humano precisava de mais tempo pra crescer e cuidados, as fêmeas se viram na situação de não poder prover mais os recursos necessário para dar suporte as crianças até crescer. Elas precisavam de ajuda. Os macho-Beta que não era fisicamente fortes para dominar os outros machos descobriram que provendo comida e outros recursos para as fêmeas do grupo poderiam barganhar por sexo.


Interessantemente, os mesmo macho-alfa com alta testosterona e força física superior e agressividade natural, tiveram esses atributos como fatores negativos como provedores. Estudos mostraram que o homem com alta testosterona tem menor inteligência e menor habilidade de se concentrar em atividades mentais.
Homens com alta testosterona tem menos chance de ter cargos executivos de topo e mais chances de ficar com trabalhos que requeiram trabalho manual e cometer crimes. Assim tinha-se de um a lado o homem forte, agressivo dominador e do outro lado o homem inteligente, legal e cooperativo.
Concluindo esta parte da teoria, sempre houve machos e fêmeas alfa, beta e ômegas, mas o capitalismo criou a noção de que só os alfas são saudáveis, felizes e bem-sucedidos… E na impossibilidade de todos os seres humanos serem alfa, os intelectuais criaram a teoria de que é melhor ser um homem beta feliz e adaptado à uma mulher alfa, do que ser um ômega desqualificado…

Agora fica a pergunta: você, em quais desses perfis se encaixa, alfa,beta ou ômega?

Nenhum comentário:

Postar um comentário